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A especialização médica reforça a qualidade dos profissionais da saúde no Brasil

A especialização é um aprimoramento profissional importante em qualquer setor do mercado. Mas, na medicina em particular, ela vem se mostrando como um grande diferencial. Os médicos especialistas estão valorizados de tal maneira que a procura por cursos de pós-graduação cresceu substancialmente nos últimos 10 anos. Um estudo divulgado em 2023 pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Faculdade de Medicina da USP mostra que os profissionais da área vêm intensificando a especialização. A Demografia Médica no Brasil 2023 aponta que, entre 2012 e 2022, houve um aumento de 84,8% na quantidade de médicos especialistas no Brasil. Dos 514.215 médicos inscritos nos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) em 2022, 321.581 possuíam um ou mais títulos de especialista – um percentual de 62,5%. “Ainda existem quase 200 mil médicos sem especialização no país, mas já há um consenso estabelecido na classe médica de que o aprimoramento curricular é essencial. E isso não é somente para a sobrevivência num mercado de trabalho cada vez mais competitivo, mas sobretudo pela excelência no atendimento aos pacientes”, explica o hematologista Guilherme Muzzi. O próprio médico é a prova de quanto vale um investimento em formação. Ele chegou recentemente da Espanha, onde passou seis meses aprimorando-se em Car-T Cell. Essa é uma técnica ainda pouco explorada no Brasil, mas que vem proporcionando resultados positivos contra alguns tipos de câncer. “A ciência avança a passos largos e isso exige que o profissional caminhe com a mesma velocidade. Há meios mais inovadores de combate contra esses tipos de câncer e que devem ser implementados com urgência no nosso sistema de saúde. É com esse intuito que eu busquei o Car-T Cell. Esse tipo de procedimento pode salvar a vida de muitas pessoas”, pontua o hematologista. O que é o Cart-T Cell O Car-T Cell é um tipo de terapia contra determinados tipos de câncer baseada nos nossos linfócitos T. Essas células sanguíneas têm uma função imunológica. Depois de isolados do paciente, eles são programados no laboratório para identificar suas células cancerígenas. Após sua programação, são infundidos no sangue para que cacem as células da doença. “O Car-T Cell é um linfócito T que passa por uma modificação genética. Isso confere a ele a capacidade de destruir as células malignas da leucemia linfoblástica aguda B, do linfoma não Hodgkin e do mieloma múltiplo. Esse tipo de terapia celular ainda é incipiente no país, mas seus resultados positivos revelam o quanto precisamos revigorar nossos tratamentos contra o câncer”, reforça Guilherme Muzzi.

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