Avançar para o conteúdo principal

Novembro Azul: robôs cirurgiões são aliados na luta contra o câncer de próstata

 

Créditos: Freepik

Médico do Hospital Felício Rocho esclarece a atuação da tecnologia no combate à doença

O mundo está azulado. Isso por conta da campanha Novembro Azul que trata atividades de conscientização em relação e a saúde masculina, especialmente quanto os cuidados necessários para a prevenção e tratamento do câncer de próstata.

Essa doença ocupa a segunda posição entre os tipos de cânceres mais frequentes no país (perdendo apenas para os tumores de pele não-melanoma) e a segunda causa de morte na população masculina. Além disso, a estimativa é de que neste triênio entre 2023 e 2025, ocorra uma média de 71.730 novos casos a cada ano. A projeção foi publicada pela pesquisa Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil, do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

É em situações como essa que a medicina age de mãos dadas com a inovação e a tecnologia. O uso de robôs cirúrgicos tem se destacado como um aliado muito importante especialmente no campo da saúde masculina. No cenário das cirurgias de próstata e no tratamento do câncer de próstata, esses dispositivos têm desempenhado um papel significativo.

“A cirurgia robótica oferece magnificação da imagem, elimina os tremores naturais humanos, precisão milimétrica e visão tridimensional, permitindo aos cirurgiões realizar procedimentos complexos com maior acurácia. Nas cirurgias de próstata, essa tecnologia proporciona uma abordagem menos invasiva, resultando em recuperação mais rápida e menor tempo de internação para os pacientes”, explica o Dr. Francisco Guerra, médico urologista e coordenador da clínica de urologia do Hospital Felício Rocho.

Procedimentos por meio do acesso robótico

cresceram, a propósito. Segundo uma publicação do jornal Estado de São Paulo, com a expansão de aparelhos, o número de procedimentos feitos nos últimos cinco anos foi de 88 mil, volume 417% superior ao número de cirurgias feitas na primeira década de uso da técnica, que atingiu cerca de 17 mil operações. “No contexto do câncer de próstata, o robô cirurgião desempenha um papel significante. Sua capacidade de realizar procedimentos precisos e minimamente invasivos é de grande relevância para a remoção eficaz do tumor, reduzindo os riscos associados à cirurgia tradicional”, continua o médico.

Em Belo Horizonte, a dimensão da atuação de robôs também tem crescido. Em junho de 2020, o Hospital Felício Rocho comemorava a marca de 1.000 cirurgias robóticas realizadas, somando todas as especialidades. Hoje, esse número é ainda maior e estaciona em 2.569. Destas 1.941, são urológicas.

Além disso, a utilização desses robôs tem impacto não apenas na eficiência das intervenções, mas também na qualidade de vida pós-operatória dos pacientes. A recuperação mais rápida e a redução de complicações são aspectos que destacam a importância desses avanços na saúde masculina.

“Diante desse cenário, a integração da cirurgia robótica nas práticas médicas relacionadas à próstata representa um salto significativo na possibilidade de se oferecer tratamentos mais seguros e eficazes. A contínua pesquisa e aprimoramento dessa tecnologia prometem um futuro ainda mais promissor para a saúde dos homens, redefinindo os padrões no cuidado com a próstata e no enfrentamento do câncer de próstata”, finaliza o médico do Hospital Felício Rocho.


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Mortes por abuso alcoólico crescem na pandemia

Freepik Excessos etílicos podem gerar mais de 200 tipos de doenças Os casos de óbitos por uso abusivo de bebidas alcoólicas aumentaram em 47% entre 2020 e 2021 nos Estados Unidos, especialmente na faixa etária de 25 a 44 anos. Esta foi mais uma dentre as diversas consequências indiretas provocadas pela covid-19, segundo estudo científico recém-publicado no Jama Network Open, realizado por pesquisadores do Centro Médico Cedars-Sinai, na Califórnia. “Embora esses números tenham recorte local, eles se repetiram, em maior ou menor grau, em todo o mundo. Nos primeiros meses da pandemia, observamos uma explosão de registros de pacientes em unidades hospitalares particulares de cidades como Belo Horizonte, Vitória e Recife para tratar de complicações relacionadas ao abuso de álcool”, relata Rodrigo Felipe, presidente do Grupo First, responsável pelo convênio You Saúde. De fato, estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universi...

Odontologia estética tem relação com autoestima

  freepik Estudo brasileiro percebeu que um sorriso bonito pode ser capaz de modificar para melhor o humor de pacientes odontológicos Pesquisadores brasileiros realizaram um estudo que identificou uma relação direta entre a odontologia estética e a autoestima das pessoas. Conforme publicação, a aparência do indivíduo é um elemento fundamental para fazer com que ele se sinta bem fisicamente e emocionalmente, além de motivado para os desafios cotidianos, e o sorriso é um elemento fundamental para essa sensação. Os resultados deste estudo apresentam que o funcionamento dental e a estética facial desejada têm potencial para elevar a autoestima do indivíduo. Ainda de acordo com o artigo, por outra vertente, é possível relacionar os processos que acometem a integridade estrutural e funcional dos dentes e rosto, causando diversos problemas graves locais ou até mesmo sistêmicos. Mestre e especialista em implantodontia e odontologia estética, Dr. Paulo Coelho Andrade explica o que é a odont...

Jejum pode engordar

  freepik Especialista revela quais os principais erros em dietas da moda O jejum para emagrecer não é exatamente o mesmo utilizado para melhorar a imunidade e a longevidade. Quando você passa horas seguidas sem se alimentar e de forma regular, você pode até emagrecer, mas pode causar um estrago no seu metabolismo. “Ficar sem comer sem planejamento, faz com que o seu metabolismo fique mais lento e se você comer um pouquinho a mais vai engordar vai ganhar muito peso na forma de gordura”, alerta Sarina Occhipinti, especialista em clínica médica. Uma pesquisa de revisão da Universidade da Flórida, publicada pela The Obesity Society , demonstrou que para que o jejum tenha uma atividade metabólica, isto é, para que ele não faça seu metabolismo ficar lento, ele precisa cumprir algumas regras. Segundo o estudo, durante o jejum é necessário que seja mudado o “disruptor metabólico” do gasto de energia. “É como se fosse a chave geral do seu metabolismo. Isto é, o corpo precisa parar de dar p...