Freepik Excessos etílicos podem gerar mais de 200 tipos de doenças Os casos de óbitos por uso abusivo de bebidas alcoólicas aumentaram em 47% entre 2020 e 2021 nos Estados Unidos, especialmente na faixa etária de 25 a 44 anos. Esta foi mais uma dentre as diversas consequências indiretas provocadas pela covid-19, segundo estudo científico recém-publicado no Jama Network Open, realizado por pesquisadores do Centro Médico Cedars-Sinai, na Califórnia. “Embora esses números tenham recorte local, eles se repetiram, em maior ou menor grau, em todo o mundo. Nos primeiros meses da pandemia, observamos uma explosão de registros de pacientes em unidades hospitalares particulares de cidades como Belo Horizonte, Vitória e Recife para tratar de complicações relacionadas ao abuso de álcool”, relata Rodrigo Felipe, presidente do Grupo First, responsável pelo convênio You Saúde. De fato, estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universi...
No Brasil, a atenção deveria ser redobrada. Segundo um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a população de pessoas que sofrem com algum distúrbio do sono alcança 72% dos brasileiros. “A sensação é de que a sociedade não se preocupa tanto com a qualidade do sono como poderia. Há casos de pessoas que sofrem de insônia ou de apneia há anos ou até mesmo décadas, e que nunca se preocupou em procurar um médico especializado em distúrbios do sono”, revela Dr. Celso di Lascio, médico do plano de saúde You Saúde.
Ele explica que o processo de repouso ocorre em quatro etapas. Quando o indivíduo consegue atingir o último estágio, ele entra no chamado sono REM, caracterizado pela ocorrência dos sonhos. “O sono REM é o que revigora nossa energia, e que permite focar e canalizar a atividade cerebral para alguns benefícios ao organismo. Mas dificilmente alguém que sofre de insônia, por exemplo, consegue alcançar este estágio. Isso compromete a produção de células saudáveis, o reparo de tecidos e até o desenvolvimento muscular, que são tarefas essenciais do organismo durante o sono”, sustenta.
O problema, afirma o Dr. Celso di Lascio da You Saúde, é que nem sempre a culpa é de fatores externos. O hábito de fazer refeições calóricas à noite ou de manter-se em frente a telas menos de uma hora antes de ir dormir também pode prejudicar o sono.
“A luminosidade da televisão, do computador e do celular interfere no processo de relaxamento necessário ao corpo para que o sono ocorra efetivamente. Para quem sofre de distúrbios relacionados ao sono, é bom evitar esses e outros comportamentos, como o consumo exagerado de álcool e de cigarro e de outras drogas”, defende o Dr. Celso di Lascio.
“O alerta não é só porque o corpo precisa de descanso. Os problemas do sono podem, num longo prazo, provocar quadros de saúde mais graves, como hipertensão, diabetes, AVC, ansiedade, depressão, hiperatividade e perda de memória. Se alguém convive com algum desses males e tem problemas para dormir, a recomendação é procurar um especialista. “O cuidado com a saúde não pode ser interrompido, nem mesmo quando se está dormindo”, afirma