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Agosto Dourado evoca reflexões importantes sobre aleitamento materno

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 A chegada de agosto é significativa para as campanhas de conscientização sobre a amamentação. Prova disso é que o chamado Agosto Dourado é uma iniciativa da própria Organização Mundial da Saúde (OMS), que se preocupa com a necessidade de ampliar as taxas de aleitamento como nutrição exclusiva dos bebês pelo menos nos seis primeiros meses de vida.

A referência à cor dourada diz respeito ao padrão de qualidade do leite materno, o que dá ênfase à importância do alimento. Por outro lado, a realização da campanha denuncia um cenário perigoso. O aleitamento exclusivo é uma prática adotada por apenas 39% das mães.

“O que eu vejo na minha experiência clínica, é que mulheres querem amamentar, mas não conseguem por diversos motivos, como retorno ao trabalho, falta de apoio tanto do parceiro quanto da família, além de questões psicológicas, relacionadas a fragilidade deste momento. O objetivo principal é apoiar e incentivar, não julgar aquelas que de alguma forma têm dificuldade de exercer a amamentação”, explica a pediatra Dra. Lúcia Morgado, do Hospital Felício Rocho.

Segundo ela, o leite materno possui todos os nutrientes necessários à criança, como glóbulos brancos, anticorpos e enzimas, que são essenciais para o fortalecimento do sistema imunológico. Além disso, há uma quantidade bastante completa de vitaminas e substâncias que ajudam no desenvolvimento, como cálcio, sódio, zinco, fósforo potássio e ferro.

“O leite materno apresenta uma composição nutricional tão impressionante que a ciência ainda não se deu conta, em sua totalidade, das propriedades que ele dispõe. Ainda ocorrem muitas descobertas científicas, o que torna o aleitamento ainda mais significativo”, explica o médico. “Por isso, a campanha do Agosto Dourado não é apenas para criar políticas públicas de doação de leite materno, mas para conscientizar as próprias mães do recurso que elas armazenam no peito”, complementa a pediatra Dra. Lúcia Morgado do Hospital Felício Rocho.

Alternativas
Lúcia explica que há fórmulas para lactentes, mas devem ser adotadas mediante prescrição médica. “Aquelas que não conseguem de forma nenhuma exercer esse aleitamento, há fórmulas que podem suprir os nutrientes encontrados no leite materno. Por isso, é importante o acompanhamento médico nessa fase, pois ele saberá indicar a melhor maneira de tratar em cada caso”, conclui.

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