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Médico alerta: conhecer o infarto é o 1º passo para combatê-lo e evitá-lo

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 A quantidade de infartos que atingem os brasileiros faz com que boa parte da população tenha certo medo da doença. Na cultura popular, pessoas que levam uma vida sedentária costumam ser lembradas dos riscos de sofrer um problema cardíaco. Mesmo assim, nem todo mundo está disposto a se prevenir. A imensa maioria ainda adota um comportamento passivo, como se aceitasse os riscos a que estão sujeitos.

Para o médico geriatra Marco Antônio Marques Félix, instrutor de Suporte Avançado de Vida pela American Heart Association e consultor da Cmos Drake, empresa fabricante de desfibriladores cardíacos há mais de 30 anos, a primeira medida preventiva é o conhecimento. “É fundamental compreender o que é o infarto, entender seus efeitos e, sobretudo, saber como reagir rapidamente ao identificar os sintomas. Isso é fundamental para salvar uma vida”, orienta.

As primeiras orientações apontam para os grupos de risco: o infarto não escolhe cor, orientação sexual e, mais recentemente, também não tem escolhido sequer idade. O número de pessoas abaixo dos 40 anos, vítimas de infarto, cresceu 59% nos últimos 10 anos, como aponta o Ministério da Saúde. A doença consiste na morte de parte do músculo cardíaco devido à falta de irrigação de sangue. Esse problema de irrigação ocorre por diferentes fatores, dentre os quais o excesso de gordura na parede das artérias que leva à sua obstrução parcial ou até mesmo total.

“Quando ocorre o infarto, a sensação imediata é uma dor muito intensa no peito, que dura por aproximadamente 30 minutos. Essa dor pode ser inclusive em forma de ardência, com possibilidade de irradiar para os membros superiores e até mesmo para a região da mandíbula”, descreve o médico consultor da Cmos Drake. “Como o sangue é responsável por carregar o oxigênio até os pulmões, a interrupção de sua circulação também provoca falta de ar, podendo ocasionar também sintomas como suor, tontura, náuseas, vômitos e até desmaio. É muito importante ficar atento”, complementa Marco Antônio Félix.

Mas nem sempre as manifestações do infarto seguem esse padrão. Há casos de alguns pacientes que podem sofrer ataque no coração de forma mais silenciosa, não apresentando todos esses sintomas. Isso exige mais atenção em torno dos sinais mais sutis e, mais do que isso, que haja sempre alguém por perto, e que de preferência saiba o que fazer diante da manifestação desse quadro.

O médico geriatra alerta especificamente sobre os procedimentos iniciais. “A primeira atitude ao se deparar com um infarto é sempre acionar o Samu. Caso a vítima esteja sem respirar, sem batimentos cardíacos ou sem responder aos seus estímulos, o mais apropriado é utilizar um desfibrilador externo automático (DEA) e iniciar imediatamente as compressões torácicas”, orienta.

“Esse aparelho é capaz de realizar o diagnóstico do ritmo cardíaco e emitir, caso ele identifique que seja necessário, uma descarga elétrica, que chamamos de desfibrilação, capaz de restabelecer os batimentos do coração. O DEA pode ser manuseado por qualquer pessoa e foi projetado justamente para esse atendimento antes da chegada dos profissionais especializados”, esclarece Marco Antônio Félix.

Outros procedimentos importantes neste momento: caso o paciente ainda não tenha perdido os sentidos, deve-se evitar ao máximo caminhar ou carregar qualquer tipo de peso, ainda que garanta ter condições para isso. Deixe ele sentado de forma confortável e com o mínimo de pessoas ao redor para não abafá-lo. Desabotoe as roupas, deixando-as mais afrouxadas, e siga as orientações que o atendente do Samu transmitir”, recomenda.

Como forma de prevenção, o consultor da Cmos Drake alerta para mudanças de hábitos importantes, como a prática regular de exercícios físicos e o consumo de alimentos saudáveis. “Dietas ricas em gordura animal, carboidrato, e com grande quantidade de gordura trans são os maiores perigos para quem quer fugir do risco de infarto. Além disso, ir ao médico regularmente e fazer exames de rotina podem contribuir para uma vida com menor exposição às doenças cardiovasculares”, conclui Marco Antônio Marques Félix.

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