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Meningite volta a assustar Minas Gerais

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A baixa procura pela vacinação contra outras doenças que não sejam a Covid-19 tem sido uma das consequências nefastas dessa pandemia. E um dos efeitos diretos vem sendo sentido nos casos de meningites. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou 141 ocorrências nos três primeiros meses do ano. Um número considerado alto se levarmos em conta que há formas de combater a enfermidade, cuja incidência é tida como rara no país.

Aliás, de modo geral é comum encontrar pessoas que já ouviram falar na doença, mas que não conseguem explicá-la. As meningites são infecções que fazem inflamar a meninge, a membrana que recobre o cérebro. Ela também pode ocasionar erupções ou manchas vermelhas na pele, confusão mental, aumento dos batimentos cardíacos e outros diversos sintomas.

“Um dos principais problemas das meningites é que ela é contraída da mesma forma que as doenças respiratórias. A transmissão ocorre por meio de secreções e da saliva expelidas através do espirro, da tosse, do beijo ou mesmo da fala, embora tenham poder de contágio menor do que da gripe, por exemplo”, explica Dra. Ana Paula Gonçalves, médica neurologista e coordenadora do Núcleo de Neurologia do Hospital Felício Rocho.

Outro fator desfavorável é que existem três tipos de meningite: a viral, a bacteriana (também chamada de meningite meningocócica) e a fúngica. O tratamento varia conforme o tipo, mas a doença viral, neste caso, é a menos preocupante. A meningocócica, sim, desperta maiores riscos. Sua taxa de mortalidade alcança 20% dos casos, e isso pode ocorrer já nas primeiras 24 horas. Há casos em que a fúngica é tão grave quanto a bacteriana, mas são menos comuns.

“No caso da meningocócica, ainda há o perigo de sequelas. Há registros de casos em que a doença provocou surdez, paralisia e até a amputação de algum membro. Trata-se de uma doença que não escolhe idade, mas que no Brasil afeta sobretudo crianças com até 5 anos. Isso faz intensificar o alerta para que a população recorra à vacinação disponível pela rede pública de saúde”, pontua a especialista.

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